Filosofia da Fotografia x Comunicação em Hipermídia

flusser

 

A Filosofia da Fotografia foi pensada pelo filosofo e linguista Vilém Flusser, que é referencia a qualquer estudioso da comunicação social.

Nascido em Praga no ano de 1920, Flusser emigrou para Londres na década de 40, seguindo para São Paulo em 41 onde teve seus primeiros ensaios publicados no “Suplemento Literário” d’Estado de São Paulo, o qual passou a ser colaborador. Tornou-se Professor de Filosofia na FAAP em 1962, co-editor da Revista Brasileira de Filosofia em 1964, foi nomeado delegado especial do Ministério das Relações Exteriores para cooperação cultural com Estados Unidos e europa. Organizou seminários no ITA e abriu espaço no jornal para publicação de crônicas diárias de teor filosófico, retornou à europa, onde viveu até seus últimos anos e teve inúmeros livros publicados.

Em “Urgência de uma filosofia da fotografia” Flusser trabalha com os conceitos de: Imagem, aparelho, programa, informação. Para com eles montar a definição de fotografia.

Discorrendo melhor cada um deles, teremos o seguinte: “imagens são superfícies sobre as quais circula o olhar. Aparelhos são brinquedos que funcionam com movimentos repetidos. Programas são sistemas que recombinam constantemente os mesmos elementos. Informação é epiciclo negativamente entrópico que deverá voltar à entropia da qual surgiu.” 

 Se pensarmos a partir destas circunstâncias, notaremos então que os eventos casuais tornarão-se cada vez mais escassos a partir desta lógica, informática, automatizada a partir da máquina e de seu sistema programado.

O “jogo” do fotógrafo é ir contra a este sistema pré-determinado, limitado, em busca de seu espaço e liberdade e brincar com as inúmeras possibilidades que são oferecidas como ferramenta neste amplo universo.

O autor nota que os fotógrafos raramente tem consciência da ferramenta poderosíssima que carregam em mãos.

Hoje com o avanço tecnológico não falamos mais em mídia mas no seu carácter evoluído e infinitamente expandido, tornou-se então uma hipermídia.

  Avança no sentido de “hiper” o conceito de mídia levando em conta seu novo carácter multimídia, não-linear o qual adapta-se a necessidade do usuário. É um meio que integra simultaneamente imagem, som, texto, gifs… Em que suas mensagens não possuem início, meio e fim nesta ordem, podendo ser reconfiguradas pelo receptor.

Estamos na Era da Internet, tablets, smartphones, sendo constantemente bombardeados por emissores, como receptores, e respondendo como emissores à suas ações.

O segredo, como já disse Flusser, é sabermos como decodificarmos essas ferramentas e nos tornarmos produtores dela, e não uma massa plana tornada homogênea por elas.

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